A lentidão da BR 470 vs. a lentidão da solução

O presidente do Sirecom Vale Europeu Paulo Roberto Santos esteve presente na live da Federação dos Transportadores de Cargas de Santa Catarina, a Fetrancesc, neste dia 22 de fevereiro. Na transmissão, o presidente da entidade, Ari Rabaiolli, apresentou estudos sobre os impactos logísticos e financeiros da BR 470.

Entre as cidades de Navegantes, no litoral, e Campos Novos, na região serrana, os veículos de carga trafegam pela rodovia federal com velocidade média de 29 km/h. Considerando 320 quilômetros de extensão, somam-se até 12 horas de viagem. O tempo gasto corresponde a quase três vezes mais do que se levaria trafegando na velocidade média ideal de 80 km/h.

Paulo Roberto Santos lembra que há 13 anos, o Sirecom Vale Europeu, junto de outras entidades, participou de um estudo semelhante e os números já eram proporcionalmente idênticos. “Nós defendemos medidas mais drásticas. Conversar e enviar manifestos para nossas autoridades não surtem efeito e enquanto isto o trecho que está recebendo a duplicação serve de palco eleitoreiro e o trecho não contemplado com a obra está em completo abandono. Queimar pneus talvez seria uma medida mais eficaz”.

O fato é que muitos setores da economia não abraçam a causa, pois não notam diretamente os impactos que este sério problema causa em seus negócios, porém o custo de uma viagem neste trecho, devido às condições da estrada, são até 55% maiores. Os Representantes Comerciais formam uma categoria atenta a este problema, pois muitos utilizam a mesma rodovia para exercer sua atividade.


Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *