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Dor nas juntas

Uma das aflições de quem está na idade dos “enta” - quarenta ou mais – é a dor nas juntas, em especial nas articulações das mãos, quadril, joelhos e coluna. Uma dorzinha chata, contínua, que piora após um período de repouso e melhora depois de alguns minutos de movimento (“depois que o corpo esquenta”). Piora nos dias de frio ou de muito calor ou após esforço físico. Pode aparecer em surtos de dor intensa, alternados com períodos de pouca ou nenhuma dor.

Essa descrição acima é típica de uma doença que se chama osteoartrose (artrose para os íntimos), causada pela destruição das cartilagens articulares. Cartilagem é aquela coisa mais consistente que dá forma às orelhas e ao nariz, por exemplo. Dentro das juntas, as superfícies de contato dos ossos são revestidas de cartilagem, o que diminui muito o atrito entre os ossos durante a movimentação.

As cartilagens das juntas também servem como amortecedores, diminuindo o impacto do peso do corpo sobre os ossos.

Por motivos ainda não bem entendidos, ao longo da vida, geralmente depois dos quarenta anos, as cartilagens articulares começam a dar sinais de cansaço, afinando, rasgando e, por fim expondo diretamente a superfície óssea. Isso bagunça completamente a bem bolada superfície articular, fazendo com que a movimentação seja mais difícil e dolorosa.

Para infelicidade geral, não é uma doença que dá para prevenir, embora ajude não aumentar muito de peso. Também não é uma doença curável, mesmo com a ajuda generosa dos tubarões. O cálcio não serve, porque é uma doença das cartilagens e não dos ossos. Esta última é a osteoporose, que tem um nome muito parecido, mas não tem nada a ver, exceto que algumas pessoas tem o azar de ter as duas.

Para os menos afortunados, a doença pode ser mais severa, requerendo o uso diário de analgésico, restringindo bastante as atividades diárias e necessitando, as vezes, de cirurgia, como a substituição da articulação do quadril por uma articulação metálica. Para saber qual será o seu futuro, olhe para seus pais e avós. Em geral, a evolução segue o padrão da família.

Para a maioria das pessoas a doença é, em grande parte do tempo, um aborrecimento transitório.

Exige algumas adaptações: mais elevador e menos escada, usar meias horrorosas no inverno para ficar com os pés e joelhos quentinhos, usar sapatos confortáveis em detrimento dos bonitos e de salto alto, cuidar só de violetas ao invés de cortar a grama e podar as árvores, jogar canastra no lugar do futebol. Em geral, as pessoas aprendem a conviver com a sua doença. Pode ser necessário o uso aqui e ali de um analgésico, algumas vezes um mais potente por vários dias, mas nada que estrague a alegria de viver.

Daniela Colombo
CRM-SC 8263
Especialista em Medicina de Família e Comunidade

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